4/23/2007

física quântica


Que mais há para além da chuva desolada regando adormecidas hortênsias? Das que podiam ser de pano.

Que outros mistérios para além deste, que outros presentes salvo a água circular à variedade da flor? Caindo sem eurekas, ciências ocultas, perdidas mecas, páginas de história por cantar ao pó atento das bibliotecas.

Resistem apenas suas cores, o regular aqui que se mantém. Olhares registo, observadores, a sua novidade está-nos aquém.

Equações, provas aritméticas, a prosa flauteada nas paredes de uma catedral. Que tem isso de cerebral? O que ocorre nessas miragens, vaporizadas coragens, longe do espaço do meu quintal?

Tudo sonhos, devaneios! Ausências incólumes de mim, marés de pós de prelim-pim-pim, caravela de espaço sem marinheiros.
Sobram a água e o canteiro no seu rigoroso florir. Corrente celebrada sem jardineiro a regar o seu provir.

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