Entre flores

Pingámos,
rebolámos
e
prová-mo-
-nos,
entre flores.
Amanhecemos
gotas de orvalho,
nossos corpos
reacendidos.
Germinámos
a preto
a branco
ou a cores,
antes assim
que vendidos.
Pisada
seiva entardecida,
doce futuro
feito ferida,
o teu sangue quente
remanescente
sulcando o chão
vazando
vida.
Lambemo-nos
entre flores.
Sorvemos
de trago rumores,
resplandecemos
a nossa utilidade
ejaculante.
Chovemo-nos
em redondas gotas
de humores,
apodrecemos
no calor
sufocante,
a minha, a tua
propriedade
de amante.
e restámos.
um canto
varrido de dores,
secas palhas
de suores
tudo isto,
entre flores.
1 Comments:
Tudo o que escreves é o ar que eu respiro e preciso sempre deste ar para poder viver... Nada se trona em exagero, mas sim a ternura das letras que se juntam para formar a liberdade das palavras que escuto...
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